Do Rio de Janeiro para Salvador e do trabalho como caseiro para o mundo do sexo. Com uma história de vida marcada por difíceis acontecimentos, como a perda da mãe, que faleceu vítima de câncer, o atualmente profissional do sexo Alan Souza lançou um livro onde conta suas experiências. Em entrevista exclusiva para o Portal Axezeiro, ele fala um pouco sobre vida e trabalho.
Portal Axezeiro: Quem é Alan Souza?
Alan Souza: Alan Souza é uma pessoa audaciosa, sonhadora, realizadora e humana. Leva para seus clientes a certeza de ótimo serviço prestado: prazer, descontração, discrição e absoluto sigilo.
PA: Por que você começou a fazer programa?
AS: As circunstancias do meu trabalho como caseiro numa casa de massagem no Rio Vermelho me levou a trabalhar como prestador de serviço sexual. Foi onde tudo começou.
PA: Todos que trabalham como caseiro nessas casas acabam migrando para o serviço sexual?
AS: Não. Eu fui uma exceção.
PA: Mas o que te levou a isso? A oportunidade de ganhar mais? Assédio dos clientes?
AS: Sim. A oportunidade de aumentar meu salário, que era de cinquenta reais por semana como caseiro, bem diferente do que eu recebo como acompanhante.
PA: E a quanto tempo trabalha com isso?
AS: Comecei em 2007, mas tive intervalos. Trabalhei em outras áreas, como motorista particular, vidraçaria, etc..
PA: Do trabalho como prestador de serviço sexual surgiu seu primeiro livro “Mentiras e Farsas”. De onde veio a idéia?
AS: A minha vida já dava um livro desde quando eu morava no Rio de Janeiro, depois que minha mãe faleceu de câncer em 2009. Resolvi escrever esse livro para fazer um boa parte da sociedade enfrentar suas próprias mazelas, referente à prostituição.
PA: E está conseguindo chegar ao objetivo?
AS: Estou conseguindo fazer muitas pessoas lerem o livro, mas a luta ainda é árdua, pois o preconceito ainda impera no nosso pais.
PA: Você chegou a visitar algumas feiras direcionadas à leitura. Qual foi a reação das pessoas que tiveram a oportunidade de conhecer seu livro?
AS: Visitei, mas não participei ativamente, pois o preço dos stands era muito substancial. Não vi a oportunidade naquele momento de colocar meus livros para vender. Eu os vendo através da internet, onde o custo é quase nada e o resultado é alegre.
PA: Você chegou a ir até o Rio e apresentou o livro a Jô Soares. Qual foi a reação dele?
AS: Fui no dia 18 de novembro, quando aconteceu a noite de autógrafo dele. Ele recebeu cariosamente a matéria que fiz para um jornal impresso aqui de Salvador e o livro. Perguntou se foi eu mesmo que escrevi. Disse que sim, ele falou que ia ler e... Bem, vamos aguardar.
PA: Qual o seu próximo passo?
AS: Fazer essa obra ganhar dimensão e as telinhas do cinema.
PA: Algo no estilo Bruna Surfistinha? Ela é uma inspiração?
AS: Raquel Pacheco teve a história dela como Bruna, eu estou tendo a minha como Alan Souza. Ela não é minha inspiração, a vida sim. Mas Bruna é audaciosa, revolucionou a maneira do "profissional" do sexo trabalhar criando um blog, assim o cliente sabe o que vai encontrar.
PA: É verdade que parte do valor obtido com a venda de seu livro é doada?
AS: Serão sim, para hospitais do câncer. Um deles é o Aristides Maltez. É uma forma de homenagear minha mãe.
PA: O que você gostaria que as pessoas soubessem sobre os profissionais do sexo?
AS: Gostaria que as pessoas, principalmente as que se dizem conservadoras, não olhassem para nós [gp] como se fossemos marginais.
Portal Axezeiro: Quem é Alan Souza?
Alan Souza: Alan Souza é uma pessoa audaciosa, sonhadora, realizadora e humana. Leva para seus clientes a certeza de ótimo serviço prestado: prazer, descontração, discrição e absoluto sigilo.
PA: Por que você começou a fazer programa?
AS: As circunstancias do meu trabalho como caseiro numa casa de massagem no Rio Vermelho me levou a trabalhar como prestador de serviço sexual. Foi onde tudo começou.
PA: Todos que trabalham como caseiro nessas casas acabam migrando para o serviço sexual?
AS: Não. Eu fui uma exceção.
PA: Mas o que te levou a isso? A oportunidade de ganhar mais? Assédio dos clientes?
AS: Sim. A oportunidade de aumentar meu salário, que era de cinquenta reais por semana como caseiro, bem diferente do que eu recebo como acompanhante.
PA: E a quanto tempo trabalha com isso?
AS: Comecei em 2007, mas tive intervalos. Trabalhei em outras áreas, como motorista particular, vidraçaria, etc..
PA: Do trabalho como prestador de serviço sexual surgiu seu primeiro livro “Mentiras e Farsas”. De onde veio a idéia?
AS: A minha vida já dava um livro desde quando eu morava no Rio de Janeiro, depois que minha mãe faleceu de câncer em 2009. Resolvi escrever esse livro para fazer um boa parte da sociedade enfrentar suas próprias mazelas, referente à prostituição.
PA: E está conseguindo chegar ao objetivo?
AS: Estou conseguindo fazer muitas pessoas lerem o livro, mas a luta ainda é árdua, pois o preconceito ainda impera no nosso pais.
PA: Você chegou a visitar algumas feiras direcionadas à leitura. Qual foi a reação das pessoas que tiveram a oportunidade de conhecer seu livro?
AS: Visitei, mas não participei ativamente, pois o preço dos stands era muito substancial. Não vi a oportunidade naquele momento de colocar meus livros para vender. Eu os vendo através da internet, onde o custo é quase nada e o resultado é alegre.
PA: Você chegou a ir até o Rio e apresentou o livro a Jô Soares. Qual foi a reação dele?
AS: Fui no dia 18 de novembro, quando aconteceu a noite de autógrafo dele. Ele recebeu cariosamente a matéria que fiz para um jornal impresso aqui de Salvador e o livro. Perguntou se foi eu mesmo que escrevi. Disse que sim, ele falou que ia ler e... Bem, vamos aguardar.
PA: Qual o seu próximo passo?
AS: Fazer essa obra ganhar dimensão e as telinhas do cinema.
PA: Algo no estilo Bruna Surfistinha? Ela é uma inspiração?
AS: Raquel Pacheco teve a história dela como Bruna, eu estou tendo a minha como Alan Souza. Ela não é minha inspiração, a vida sim. Mas Bruna é audaciosa, revolucionou a maneira do "profissional" do sexo trabalhar criando um blog, assim o cliente sabe o que vai encontrar.
PA: É verdade que parte do valor obtido com a venda de seu livro é doada?
AS: Serão sim, para hospitais do câncer. Um deles é o Aristides Maltez. É uma forma de homenagear minha mãe.
PA: O que você gostaria que as pessoas soubessem sobre os profissionais do sexo?
AS: Gostaria que as pessoas, principalmente as que se dizem conservadoras, não olhassem para nós [gp] como se fossemos marginais.
Por Robson Cobain