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segunda-feira, 30 de junho de 2014

"Petrolina, Juazeiro, Juazeiro, Petrolina” Luiz Gonzaga


“Tinha tudo para ser um atendimento extraordinário, se não fosse o conflito das emoções”. Uma cliente de Petrolina, fazendo pesquisa na internet viu minhas fotos e perfil num site de acompanhante de luxo. Durante duas semanas entrando em contato comigo via telefone, para nos conhecermos melhor, acertamos que o atendimento seria em Petrolina. Um dia antes da minha viagem, ela fala que seu marido também ia participar. Por mim tudo bem, disse eu. Vi um tempo na minha agenda e ela na dela, o dia de quarta- feira[18], era o dia para o tal encontro. Quando meu atendimento é fora de Salvador, a metade do meu cachê é depositado antes da minha viagem, a outra parte após o atendimento e as  despesas  aéreas, táxi para motel, hotel são por conta do contratante. Ao chegar a Petrolina fui direto para o Hotel Água Palace.- Bom hotel, Recomendo. Tomei banho, bebi suco de frutas sem açúcar, liguei a tevê para assistir reportagem regional e fiquei à espera do encontro que estava marcado para às 18:00h.  Já se passavam das 19:00h e nada deles chegarem. Resolvi ligar. Pediram para eu esperar mais um pouco. 20:32hs e nada do casal. 21:45hs liguei e o casal estava dentro do carro estacionado na rua ao lado do hotel. Desci e fui falar com eles. A mulher  contente ficou com a minha presença. O marido estava nervoso e mordia os lábios. Convido-os para subir até o quarto. Seria melhor irmos para motel fora da cidade, disse ele. Peço para esperar um pouco enquanto volto para o quarto para pegar preservativos, creme de massagem e trocar de camisa por uma de cor escura. Rapidamente organizo as coisas, desço e entro no carro.  A mulher sempre falante e sorridente. Entre Juazeiro e  Petrolina, a uma avenida com vários motéis, um melhor que o outro. Fomos para um bem interessante. O carro com os vidros escurecidos não dava para a recepcionista notar minha presença no banco de trás, o  marido por sua vez não facilitou; abaixou o vidro até onde dava para passar sua mão e pegou as chaves da suíte e rumo ao fight.  Já dentro da suíte vou ao banheiro, saio de toalha enrolada na cintura e sento na cama ao lado do marido. Poucos minutos de conversa ele pede para eu esperar do lado de fora da suíte, na piscina. Às vezes rola da pessoa querer vivenciar certa situação por fantasiar muito com sua companheira [o],  mas ao mesmo tempo sente preconceito e culpa com a própria fantasia, daí rola esse conflito. Eu com experiência em emprestar serviço sexual e ajudar pessoas a entender melhor suas fantasias e desejos, permaneci na paciência, esperando o momento certo de agir.
 Quarenta minutos depois sou chamado por ele. Levanto-me da cadeira de plástico e vou para o quarto. A mulher deitada na cama vestia um pijama de cor azul, não usava batom e nem brinco. Ele de short branco, sem camisa e ainda nervoso, porém excitado! Quando me aproximo da mulher percebo que o marido fica ainda mais nervoso e não excitado. Num clima tenso ofereço massagem, ela aceita e o marido se afasta da cama e vai para perto do frigobar, nesse momento  “ignoro” ele e me dedico sua esposa que me olhava com olhos gulosos, como quem diz: quero essa piroca em mim!  Mal inicio a massagem, o marido pede para eu enfiar a rola nela. Não era o que eu queria naquele momento, ainda tinha muita coisa a ser explorado, mas pelo grau de nervosismo dele, achei melhor nem questioná-lo. Encapei o Lilico e deixei  que ela o colocasse dentro da sua boceta. Quando o clima estava querendo esquentar, o marido “joga água fria”: Alan,  pode esperar lá fora? Quero conversar com ela. Olho nos olhos dele e volto para meu “castigo”. Tempo depois  ele abre a porta, vem em  minha direção, pede desculpas  e acerta o restante e mais uma pouco do acordo que fiz com sua esposa. Digo para não se preocupar, que ele não era o primeiro cliente a puxar o freio de mão mental. Volto para a suíte para me  vestir.  A mulher na cama já vestida e nitidamente decepcionada. Saímos do motel em direção ao hotel. Volto para o quarto para dormir. Na manhã seguinte tomo um bom café e  regresso para  Salvador. Aos poucos  posso ajudar ele a lidar com as próprias emoções, pelo visto quer isso. Porque uma semana depois me chamou novamente. Agora é aguardar e ajudar ele. 

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