Ontém um senhor casado há mais de 18 anos, me contratou para uma consulta, me senti o Dr. Do sexo, rs. Marcou encontrar comigo para pedir ajuda em seu relacionamento sexual com sua esposa, dizendo que o sexo já não era como nos “velhos” tempos. Esse senhor veio até meu apartamento, e ao adentrar no meu espaço percebo que tinha certa semelhança com meu pai: traços finos, estatura mediana, corpo musculoso, aparentando cinqüenta e seis anos, meu pai têm setenta e três, mas com a aparência e vitalidade de cinqüentão. Depois de muito me falar sobre seu relacionamento, como era sua vida sexual e que nos primeiros anos fazia amor no carro, na praia na cozinha, banheiro, banheira, enfim, inúmeros lugares. Ao concluir seu relato, faço lhe a primeira e única pergunta: e por que parou de transar nesses lugares? O senhor deu uma pausa e respondeu: temos dois filhos, e acho que o tempo de casado nos fez cair no conforto do nosso lar, nossa cama. Imediatamente lembro-me de duas coisas completamente distintas e que não tem nada a ver com sexo. Mas faço questão de fazer analogia desses fatos tão curiosos: eu na adolescência tinha o costume de comer manga verde com sal, e até hoje continuo com o mesmo prazer e costume. No alto de Ondina --para quem não é de Salvador, alto de Ondina, é uma comunidade localizada no bairro de Ondina, onde tem uma linda vista para o mar, fica na parte de cima do zoológico. Nessa comunidade a um senhor aposentado [policial] de sessenta e oito anos, e sua mulher de cinqüenta e quatro anos, todos os dias no horário de 19:h, os dois vão para dentro do fusca de cor amarelo, liga o som e fica escutando música da década de 70. Eram meus vizinhos, quando eu morava nessa comunidade. Certos costumes nos fazem bem, e não nos deixa cair na mesmice e nem no marasmo. Quando você cria diferentes fantasias nas mesmas coisas, sempre será cada vez mais prazeroso! Não deixa o tempo lhes tirar o prazer do qual ele mesmo o colocou, continue fantasiando sempre e colocando em realidade sempre que possível. Esse senhor me agradeceu pela idéia e saiu do meu “consultório”, com mais vida nos olhos.

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